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Star Wars: como o marketing ajudou a criar um dos maiores impérios do entretenimento

‘Muito tempo atrás, em uma galáxia muito, muito distante…’.


Não há como ler estas palavras, ou ouvir as primeiras notas da icônica trilha sonora, e não ser transportado diretamente para as histórias de Star Wars.

Personagens, falas, figurinos e as histórias contadas tornaram-se extremamento populares. Hoje, é muito difícil encontrar alguém que não conheça pelo menos alguma referência do universo cinematográfico criado por George Lucas.

De diversas formas diferentes, os filmes de Star Wars revolucionaram a indústria do cinema. Porém, não somente por uma história cativante, personagens fascinantes e batalhas espaciais jamais mostradas que esta franquia tornou-se uma das maiores da cinematografia.

Com uma visão revolucionária para a época do lançamento do primeiro filme, Star Wars - Uma Nova Esperança (1977), George Lucas apostou no marketing para fazer sua história ganhar o mundo.

A criação de um império

É difícil de imaginar atualmente, mas Star Wars foi uma história totalmente desacreditada pelo estúdio.

Com uma produção em partes problemática, atores desconhecidos do grande público e uma história diferente do que era feito tradicionalmente, o filme tinha tudo para ser um enorme fracasso.

Dizem alguns biógrafos que o próprio George Lucas, que concebeu e realizou a história, duvidou que sua obra fosse produzir algum lucro.

No entanto, contrariando todas as expectativas, em maio de 1977, espectadores aglomeravam-se em filas gigantescas na porta do Teatro Chinês, em Los Angeles, para a estreia do primeiro filme da franquia.

Estreia de Star Wars, 1977, Los Angeles


Um golpe de sorte? Definitivamente, não. 

Um dos principais encarregados desta façanha é Charles Lippincott, responsável por fazer a promoção de Star Wars -Uma nova esperança e que revolucionou a forma de divulgar um filme.


Marketing muito além do tradicional

Quando o roteiro chegou a Charles Lippincott, rapidamente ele percebeu que tinham em mãos uma história muito promissora.

Sendo um grande fã de histórias em quadrinhos e ficção científica, notou o grande potencial do filme, não só para o sucesso de bilheterias, mas também para o licenciamento de outros produtos e a criação de um fenômeno.

Além da visão apurada, Lippincott sabia que esta era uma história que não poderia ser divulgada da forma tradicional. Por isso, inovou.

Em 1976, um ano antes da estreia do filme, ele compareceu sozinho na San Diego Comic Con (SDCC), que naquele momento era apenas uma convenção de quadrinho e não tinha nem uma parcela da relevância atual.

Lippincott entendeu que na SDCC estaria o público do seu filme e era para aquela audiência que o filme deveria ser divulgado.

Por isso, levou para os participantes quadrinhos e storyboards do filme, divulgando a história no ‘boca a boca’.

Em um mundo longe da internet, a estratégia deu certo e Star Wars começou a ganhar fãs. O que ele conseguiu foi criar curiosidade e despertar o desejo por aquele universo, fazendo com que na data da estreia o público comparecesse em peso para assistir ao filme, algo nunca visto até então.


Merchandising muito além do tradicional

Outra grande contribuição que Lippincott agregou ao filme foi a formulação da estratégia de merchandising em parceria com George Lucas.

Ele afirmou em entrevista que ao conhecer o projeto, percebeu o grande potencial de licenciamento: “quando George e eu nos conhecemos, tivemos uma longa conversa sobre todas as possibilidades, incluindo brinquedos que seriam vendidos em lojas de quadrinhos”.

Isso pode parecer banal hoje, em que vemos novos brinquedos e produtos licenciados a cada filme lançado. Mas em 1977, tratava-se de algo inédito.

Com os royalties dos filmes garantidos em contratos de exclusividade, George Lucas viu sua fortuna aumentar muitíssimo com a enorme venda de produtos.

Como consequência, um império foi construído no decorrer das décadas, tendo como ápice a venda da Lucasfilm para a Disney, em 2012, por US$ 4.05 bilhões.


Marketing da perspectiva do Star Wars

Lippincott afirma que sua estratégia de marketing para Star Wars veio da perspectiva de um fã — ele mesmo. Ao analisar as ações que seriam desenvolvidas, considerou o que iria achar interessante e o que gostaria de ver se fosse ele apenas um espectador.

Isso contribuiu para o desenvolvimento de campanhas e produtos aos fãs, que como ele, iriam adorar. Algo exclusivo e totalmente personalizado àquele público.

Uma estratégia de marketing, para ser eficiente e conquistar resultados promissores, tem que considerar as necessidades e anseios da audiência.

Nada do que foi desenvolvido para a divulgação de Star Wars fora criado por acaso. Houve muito planejamento e análise para oferecer aos fãs algo relevante.

Toda esta epopeia do entretenimento nos prova o quanto o marketing pode contribuir para a divulgação e consolidação de uma marca.

Sem as estratégias inovadoras de marketing propostas, é difícil afirmar que Star Wars seria o sucesso que é: um dos maiores impérios do entretenimento. Esta é a prova de que o marketing sim, faz as coisas acontecerem.

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